Em um mundo bem diferente do que conhecemos hoje, uma mulher transexual que orgulhosamente também se reconhecia como travesti, lutava para defender os direitos da comunidade LGBTQIA+.

Em sua nova produção, o Núcleo Experimental conta a história da travesti Caetana, também conhecida como Brenda Lee que se tornou um marco na luta por direitos LGBTQIA+.

O musical “Brenda Lee e o Palácio das Princesas” tem dramaturgia, letras e direção da ganhadora do Prêmio Bibi Ferreira, Fernanda Maria, direção e figurinos de Zé Henrique de Paula e música original de Rafa Miranda

O elenco do musical ” Brenda Lee e o Palácio das Princesas” conta com seis atrizes: Verónica Valenttino, Olivia Lopes, Marina Mathey, Tyller Antunes, Ambrosia e June Weimar todes transvestigêneres e um ator cisgênero Fabio Redkowicz.

A orquestra é formada por Rafa Miranda (piano), João Baracho (bases), Pedro Macedo (baixo), Abner Paul (bateria) e Leandro Nonato (violão). O musical ainda contou com a preparação de atores de Inês Aranha e coreografia de Gabriel Malo.

No musical, são abordados diversos temas sobre a luta das travestis nas ruas de São Paulo, a escassez de oportunidades que as impõe à prostituição como única saída para sobrevivência e como foram apoiadas por Brenda, que as acolheu em sua casa em uma época que quase nada se sabia sobre a ‘doença’.

A temporada é online e gratuita, até 12 de novembro, às 21h transmitida diariamente pelo canal do Núcleo Experimental no Youtube.

Sinopse

O musical Brenda Lee e o Palácio das Princesas traz um pouco da história de Brenda Lee, chamada de o “anjo da guarda das travestis”, ativista que fundou a primeira casa de apoio para pessoas com HIV/Aids, do Brasil. Ela tem uma pensão para travestis que, em sua maioria, vivem da prostituição. Apesar da realidade de violência em que vivem, dentro da casa as travestis são acolhidas por Brenda, que lhes ensina a querer mais da vida.

Quem é a travesti Brenda Lee?

A história de Brenda Lee, uma mulher trans, nascida em Pernambuco, em 1948, foi se propagando pela comunidade LGBTQIA+ de todo país. Brenda foi uma militante transexual dos direitos civis da população LGBTQIA+, em quanto morava em São Paulo, vendo o desespero das epidemia do vírus do HIV se espalhando sobre tudo em gays, trans e travestis, comprou um sobrado no bairro do Bixiga e começou a acolher travestis portadoras do vírus HIV numa época em que quase nada se sabia sobre o vírus e que o preconceito condenava pessoas com HIV ao abandono e à solidão.

A importância de Brenda Lee foi enorme, sua casa de apoio e acolhimento à população trans ficou conhecida como Palácio das Princesas, firmou convênios com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e com o Hospital Emílio Ribas e em conjunto, aprimoraram a forma de atender pacientes soropositivos, independente de gênero, sexo, orientação sexual e etnia. Aos 48 anos, em 28 de maio de 1996, no auge de seu projeto, Brenda foi assassinada, encontrada no interior de uma Kombi estacionada em um terreno baldio com tiros na região da boca e no peitoral.

O crime teria sido motivado por um golpe financeiro cometido por um funcionário da casa. Em 2008, foi criado o “Prêmio Brenda Lee”, que contempla personalidades que se destacam na luta contra o HIV e prevenção da Aids.

No musical, as letras são de Fernanda Maia e as músicas de Rafa Miranda. As canções têm elementos de brasilidade aliados à contemporaneidade, tendo como referência compositores queer, transgêneros e não binários. Bases eletrônicas deverão aludir à boate, mas as canções das personagens terão contornos melódicos elaborados e harmonias que reforcem o aspecto afetivo da canção.

SERVIÇO

7 de outubro a 12 de novembro
Sessões diárias, às 21h, pelo canal do Núcleo Experimental no Youtube.
Nos dias 12, 13 e 14 de novembro (sexta e sábado, às 21h / domingo, às 19h) o espetáculo também será transmitido pelas redes sociais do Teatro Alfredo Mesquita e nos dias 19, 20 e 21 de novembro (sexta e sábado, às 21h / domingo, às 19h) o espetáculo também será transmitido pelas redes sociais do Teatro Paulo Eiró.
Grátis
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 1h40

Um making-of ficará disponível para acesso livre, por período indeterminado.

Fotos Musical: Ale Catan
Fotos Breanda: Reprodução

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