No dia 01 de outubro, a Netflix deu um tiro no escuro na imensidão de possibilidades que e a internet ainda tem para oferecer, mas ela sabia que o alvo eram os palcos da maior liga de teatro musical do mundo: a Broadway.

Durante anos me perguntei o porque do mundo ainda amar e idolatrar uma família que não faz nada, além de existir. Eles basicamente vivem para vender o falso sonho do conto de fadas das princesas Disney, vivem em uma realidade paralela com etiquetas e modos que são especialmente mantido para eles e por eles.

Mas o que acontece quando o sonho de fadas vira um drama de família nas mãos da mídia?

Entre vestidos caros, jantares importantes e encontro com diplomatas e imperadores, uma jovem de 19 anos se vê presa em um circulo de exposição, regras e total falta de liberdade.

Apaixonada pelo seu marido (príncipe Charlie) que praticamente não a vê.

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Hoje, após 3 príncipes terem se casado com plebeias, sendo dois deles filhos de Diana, a Princesa de Gales, o mundo já se acostumou com esse fato, mas o que ninguém explica é como o um escândalo midiático sobre o adultério envolvendo o príncipe Charles e sua amante Camila Parker Bowles levou a morte da Princesa mais amada da história de toda monarquia britânica – e do mundo.

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Gravado antes da reabertura dos teatros da Broadway pela gigante do streaming, a Netflix com toda sua facilidade de distribuir uma obra de forma mundial tornou Diana – O Musical o primeiro espetáculo da Broadway a ser gravado exclusivamente para o formato televisão antes mesmo de ser lançado nos palcos.

O elenco de Diana: The Musical na Netflix é estrelado por Jeanna de Waal como DianaRoe Hartrampf como o Príncipe CharlesErin Davie como Camila Parker BowlesJudy Kaye como Rainha Elizabeth – duas vezes vencedora do Tony.

Também estão no elenco os artistas Zach Adkins, Tessa Alves, Ashely Andrews, Austen Danielle Bohmer, Holly Ann Butler, Stephen Carrasco, Bruce Dow, Richard Gatta, Lauren EJ Hamilton, Emma Hearn, Shaye B. Hopkins, Andre Jordan, Gareth Keegan, Nathan Lucrezio , Tomas Matos, Chris Merlin, Laura Stracko e Bethany Ann Tesarck.

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Usando recursos que só um projeto cinematográfico pode oferecer, o espetáculo passa longe de conseguir apresentar ao telespectador uma experiência de um musical feito para os palcos, como por exemplo o projeto de 25 anos do musical “O Fantasma da Ópera”, que conseguiu com maestria.

Aparentemente, o projeto foi pensado para as câmeras, uma vez que alguns ângulos são impossíveis para um expectador no teatro.

Para as pessoas que gostam das histórias da monarquia britânica, com certeza ficar um vazio gigante na biografia de Diana, mas para quem não conhece nada ou apenas sabe que a Princesa morreu em um acidente de carro sendo perseguida por paparazzi, o musical pode até valer a pena.

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A versão disponibilizada pela Netflix para Diana O Musical, passa longe de fazer jus a toda grandeza que envolve o nome da Família Real, porém um musical com intenção de homenagear Diana, deveria ser mais próximo da realidade e dos problemas que ela enfrentou para aceitar que o príncipe com quem se casou por amor, estava lhe usando o tempo todo para cumprir os protocolos da monarquia.

O musical não é ruim, mas deixa a desejar na forma como colocou a história de Diana. O show tem seus pontos altos como a cenografia linda, coreografias bem elaboradas (para os padrões da realeza), músicas bem orquestradas e letras coerentes com a história e os figurinos deslumbrantes de Lady Di.

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Lady Diana, sabia como ninguém usar a roupa a seu favor, ela tinha o dom de quebrar os protocolos na hora certa e para chamar a atenção para as causas certas, mas se o pecado mora ao lado, aqui ele mora no parágrafo de cima.

O musical faz uma exaltação do guarda-roupa de Diana, com uma ferramenta de uso pessoal, como por exemplo quando ela usa um vestido mais ousando, para ofuscar a entrevista de Charlie confessando sua vida dupla com Camilla na televisão.

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A sensação que fica é que tudo ficou por isso mesmo.

Diana morreu fugindo dos paparazzi, Charles se casou com Camilla, a Rainha fez carão e os súditos esperaram até o dia em que o próximo príncipe (Willian) se se casou e ficaram felizes com a ilusão do novo conto de fadas, como se a maior vítima dessa história fosse apenas mais um personagem que passou pelos corredores do Palácio de Buckingham e como disse a irmã da personagem em certo momento do musical:

… E vamos encarar: Você sabe o que queriam de você (Diana). Um bebê-príncipe e você já deu dois perfeitos (Willian e Harry). Dever cumprido, siga em frente (largue Charles).

Podemos dizer que foi apenas isso.

Imagem: Divulgação/Netflix

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