A MAVE é mais do que uma banda, é uma unidade. O grupo se reuniu após inúmeros projetos musicais e resolveu encarar um novo estilo de compor e produzir canções. Se você ficou curioso sobre o nome da banda, a explicação é simples. MAVE é abreviação da expressão “macaco velho”, é o movimento de usar as experiências passadas para lançar atitudes inteligentes a cada dia de existência.

Formada por Bruno Mundim (Mundim) – Voz, Thadeu Galvani – Guitarra, Luis Eduardo (Dudde) – Guitarra, Pedro Neves (Nevu) – Baixo e Gustavo von Borell (Dogg) – Bateria, a MAVE, em quase um ano de banda, já possui mais de 30 composições autorais e segue em processo intenso de criação.

O EP “Arte Improvisada”, por exemplo, chegou às principais plataformas digitais neste mês e conta com três músicas. “Afogados” é a primeira delas e narra uma reflexão sobre um caso amoroso. A faixa quer passar a seguinte mensagem: “Nada de colocar a felicidade na mão do outro, isto nunca dá certo”. O foco é no aprendizado durante o caminho, as coisas boas e o amadurecimento.

“Tarde Cinza” dá continuidade ao EP e faz uma crítica ao senso comum, aos padrões que condicionam as pessoas a achar, por exemplo, que a felicidade está atrás de uma “pepita de ouro”. É um apelo para que as pessoas vibrem a sintonia do AMOR, seja ele qual for.

“Girassol” fecha o trabalho e a narrativa conta a história de um casal fazendo uma comparação da relação do SOL com uma flor de girassol. O paralelo busca transportar lições que podem ser tiradas através da observação da natureza e de casos que nos cercam.

No dia que esta letra foi escrita, inclusive, o Museu Histórico Nacional, na Quinta da Boa Vista, estava em chamas. Mais uma vez fica comprovada a necessidade de viver experiências, porque “montanhas de papel são combustível”.

Histórico

Até 2017, parte dos integrantes formava a Sent U Feelin, que misturava músicas autorais em inglês e rock californiano. Após o baixista se mudar para fora do Brasil, a SUF encerrou seus trabalhos. Quando ainda estavam em atividade, os integrantes ensaiavam dentro de um quarto alugado em uma casa no Joá (RJ).

Nesta época, eles se aproximaram de Bruno (Mundim), um compositor apaixonado por música brasileira e juntos chegaram a gravar algumas coisas após o término da Sent U Feelin. Porém, nunca lançaram nada.

Foi em 2018 que os três se reuniram na casa de Nevu e surgiu a ideia de criar um grupo diferente. Decidiram então juntar as melhores influências do rock internacional com as nacionais de Mundim. Na mesma reunião, Nevu, que era vocalista da Sent U Feelin, resolveu assumir com muita propriedade os arranjos de baixo.

Foi o casamento perfeito e ali escreveram quatro músicas. Ainda naquela semana, foram marcados outros dois encontros e rapidamente Luis (Dudde) e Gustavo (Dogg) juntaram seus potenciais criativos ao grupo e estava formada a MAVE. O show de estreia aconteceu no SARAU Coletivo em 8 de dezembro de 2018, no Rio de Janeiro.

Influências

As inspirações da MAVE passeiam por diferentes vertentes da música mundial. Algumas delas são Queens of Stone Age, Charlie Brown Jr, The Police, Metallica, Sticky Finger, Pink Floyd, Ozzy Osbourne, Cazuza, Raimundos, Criolo, Robertinho de Recife, Rage Against the Machine, Sublime, Queen, Nação Zumbi, Incubus, Red Hot Chilli Peppers e Marechal.

Vem álbum por aí

Em agosto passado, o grupo gravou uma edição do Oasis Livecast, apresentando quatro músicas. O programa deve ir ao ar em outubro, mesmo mês em que a banda lançará o single “Conto da Moda”, que conta a história dos índios no Brasil, com letra forte e mensagem direta à antiga sociedade de consumo.

A MAVE segue com o projeto de lançar 12 músicas, uma por mês até meados de 2020, quando serão incluídas no disco de estreia com 16 faixas. A MAVE também pode ser encontrada em seus perfis oficiais no Instagram e no YouTube.

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