
Poucas imagens literárias saltaram das páginas de um livro para as ruas com tanta força quanto o manto vermelho das aias.
A origem do figurino nas páginas do livro
No romance, o manto vermelho e a touca branca das aias funcionam como uniforme de submissão — cor associada ao sangue e à fertilidade, corte que oculta o rosto e restringe a visão periférica. Atwood descreve o traje com precisão suficiente para que, décadas depois, ele pudesse ser reproduzido fielmente fora da ficção.
Como a série da Hulu deu forma visual ao símbolo
A adaptação de 2017 traduziu a descrição do livro em uma imagem concreta e reconhecível, e foi essa versão visual — não a descrição textual do romance — que se espalhou globalmente como símbolo de protesto.
O uso do traje em manifestações reais pelo mundo
Grupos ativistas adotaram o figurino em manifestações ligadas a legislações sobre aborto em diferentes estados americanos, além de protestos em audiências políticas de alto perfil nos Estados Unidos envolvendo indicações à Suprema Corte. A escolha funciona porque comunica, sem necessidade de cartazes ou discursos, uma ideia específica: controle estatal sobre o corpo feminino.
Por que a imagem continua tão eficaz quase 40 anos depois
O traje funciona como atalho visual instantâneo — qualquer pessoa que reconheça a referência entende a mensagem sem precisar de contexto adicional. É um dos poucos casos em que um símbolo literário se tornou também um símbolo político funcional, usado por pessoas que talvez nunca tenham lido o livro original.
Perguntas frequentes
O traje das aias apareceu primeiro no livro ou na série?
No livro, descrito em texto. A forma visual exata que circulou mundialmente como símbolo de protesto veio da adaptação da Hulu.
Em que tipo de protesto o traje costuma aparecer?
Principalmente em manifestações ligadas a direitos reprodutivos e legislação sobre aborto.
Margaret Atwood já comentou sobre esse uso do traje em protestos?
Sim, a autora já se manifestou publicamente sobre o fenômeno, reconhecendo o poder do símbolo mesmo sem tê-lo planejado como ferramenta de ativismo.
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