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Jeferson Tenório e a censura de “O Avesso da Pele”: Como as redes sociais reagiram

Quando um livro premiado é retirado das escolas

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Jeferson Tenório e a censura de “O Avesso da Pele”: Como as redes sociais reagiram

Em março de 2024, as secretarias de educação do Paraná e de Goiás retiraram “O Avesso da Pele” de escolas e bibliotecas estaduais, alegando necessidade de “avaliação” da obra — vencedora do Prêmio Jabuti 2021 e já aprovada para uso no ensino médio pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).

A Companhia das Letras, editora do livro, classificou a medida como “tentativa de censura baseada na interpretação distorcida e descontextualizada de trechos isolados do livro” — trechos que tratam de violência policial e racismo através da história de um filho que busca compreender a morte do pai em uma abordagem policial.


A repercussão e o recuo dos governos estaduais

A repercussão foi rápida e intensa, incluindo mobilização de leitores, escritores e educadores nas redes sociais. Até 8 de abril de 2024, ambas as secretarias estaduais recuaram e o livro voltou a circular nas escolas — o Paraná passou a recomendá-lo para educação de jovens e adultos, e Goiás fez indicação semelhante para ensino médio e educação de adultos.

Tenório agradeceu publicamente o apoio recebido, afirmando que livros como o seu pertencem “nas mãos dos estudantes”.


Presença em redes sociais

O episódio de censura gerou circulação do livro em comunidades de leitura no TikTok, sob hashtags como #booktokbrasil, #blackbooks e #oavessodapele — discutindo tanto o conteúdo da obra quanto a controvérsia em torno de sua retirada das escolas.


O que este episódio revela

A tentativa de censura, seguida por seu recuo, evidencia dois pontos: primeiro, que a discussão sobre racismo e violência policial na literatura de grande circulação ainda enfrenta resistência institucional; segundo, que a mobilização pública — incluindo redes sociais — pode reverter decisões desse tipo quando há evidência clara de que a obra tem valor literário e pedagógico reconhecido (o próprio PNLD já a havia aprovado antes da tentativa de remoção).


Perguntas Frequentes

Por que “O Avesso da Pele” foi retirado das escolas?

As secretarias de educação do Paraná e Goiás alegaram necessidade de “avaliação” da obra, em março de 2024, após passagens sobre violência policial e racismo gerarem controvérsia.

O livro voltou a ser usado nas escolas?

Sim. Até abril de 2024, ambos os estados recuaram e reintegraram o livro, com recomendação de uso voltada a ensino médio e educação de jovens e adultos.

O livro já era aprovado oficialmente para uso escolar?

Sim, através do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), antes mesmo da tentativa de remoção.

Como a Companhia das Letras reagiu?

A editora classificou a retirada como tentativa de censura baseada em interpretação distorcida de trechos isolados do livro.

Continue explorando o universo de Jeferson Tenório


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Fontes: Agência Brasil · Metrópoles · Aventuras na História

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