Do primeiro câncer, aos 38 até a morte, aos 70 anos, Héctor Babenco fez do cinema um remédio e um alimento para continuar vivendo. Em um documentário sobre sua arte e doença, o cineasta revela medos, ansiedades e muitas memórias.

Em uma uma vida marcada por um confronto entre sua genialidade e vigor intelectual junto a fragilidade física que marcou sua história, com sensibilidade e muito respeito o novo trabalho de Bárbara Paz, faz uma visita muito intima na história do cineasta argentino, nacionalizado brasileiro. A atriz e diretora foi casada com Babenco até a sua morte em 2016.

“Depois viajar o mundo chegou hora de apresentar nosso Babenco para o Brasil. Um filme de amor ao cinema, de um homem que amou a vida acima de tudo”, comenta a diretora. 

O filme já foi selecionado para mais de 20 festivais internacionais e estreou mundialmente no Festival de Veneza de 2019, recebendo o prêmio de Melhor Documentário na Mostra Venice Classics e o prêmio Bisato D’Oro 2019 (Prêmio Paralelo ao 76º Festival Internacional de Cinema de Veneza dado pela crítica Independente).

SINOPSE:  

“Eu já vivi minha morte, agora só falta fazer um filme sobre ela” – disse o cineasta Hector Babenco a Bárbara Paz, ao perceber que não lhe restava muito tempo de vida. Ela aceitou a missão e realizou o último desejo do companheiro: ser protagonista de sua própria morte. 

Nesta imersão amorosa na vida do cineasta, ele se desnuda, consciente, em situações íntimas e dolorosas. Revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e fragilidade física que marcou sua vida. 

Tell me when I die é o primeiro filme de Bárbara Paz mas, também, de certa forma, a última obra de Hector – um filme sobre filmar para não morrer jamais. 

Imagens: Reprodução/Divulgação

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