💔 Como a gente salva o amor? O amor é o suficiente?

Criado a partir dos estudos e pesquisas dos artistas Cris Wersom e Rodrigo Scarpelli, o espetáculo “O Amor e Seus Fins”, explora as perspectivas de um casal que decide se divorciar após uma união de 16 anos.

Entendendo o amor em suas diversas formas, a peça questiona os formatos, relacionamentos e a finalidade do casamento dentro da sociedade onde diversas relações acabam fracassando, mas seguem reproduzindo os mesmo padrões.

O casamento como uma instituição capitalista e a concepção romântica do amor são colocados em xeque em O Amor e Seus Fins, escrito e protagonizado por Cris Wersom e Rodrigo Scarpelli.

O espetáculo fica em cartaz no Galpão do Folias até 4 de dezembro.

A dramaturgia surgiu de um desejo que Wersom e Scarpelli tinham de montar uma peça juntos desde que se formaram na EAD-USP. Para a direção, eles convidaram Fernanda Raquel, que também estudou com a dupla.

“Na pandemia, fizemos chamadas de vídeo para matar a saudade e líamos diferentes textos para nos inspirarmos. Lemos ‘Cenas de um casamento’, de Ingmar Bergman, e veio a grande pergunta: é possível se relacionar dentro do casamento de maneira saudável? Ficamos quase um ano pesquisando sobre o tema e tentando responder essa pergunta. Não sei se temos a resposta, mas encontramos interessantes paralelos entre o amor e suas finalidades dentro da
sociedade”, revela Cris Wersom.

A trama do espetáculo acompanha um casal que decide se divorciar depois de 16 anos de um casamento aparentemente feliz. Uma mulher e um homem colocam o contrato na mesa, mas não conseguem assinar os papéis.

Entendendo que o amor não foi suficiente para sustentar essa relação, começam um processo de desconstrução e rupturas, conversam, dançam, brigam, riem e se humilham, num jogo angustiante de aproximações e distâncias. Tentam assim criar outras narrativas.

Sinopse

Depois de 16 anos de um casamento aparentemente feliz, uma mulher e um homem decidem se divorciar.

Colocam o contrato na mesa, mas não conseguem assinar os papéis. Entendendo que o amor não foi suficiente para sustentar essa relação, começam um processo de desconstrução e rupturas.

Conversam, dançam, brigam, riem e se humilham, num jogo angustiante de aproximações e distâncias. Tentam, assim, criar outras narrativas.

E, ao fazer isso, vão percebendo que o casamento deles não é só deles.

Dentro dessa sociedade burguesa, todos estão engendrados num sistema fracassado, mas ainda assim, seguem reproduzindo os mesmos padrões.

Serviço

O Amor e Seus Fins
Temporada: Até 4 de dezembro, de sexta a domingo
Sexta e sábado, às 20h. Domingo, 19h
Galpão do Folias – Rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília.
Duração: 60 minutos | Classificação: 14 anos | Capacidade: 70 lugares
Ingressos: A partir R$ 20,00 via Sympla.
Acessibilidade: Sim | Toda sexta-feira sessão com libras.
Todo domingo, bate-papo com elenco e equipe.

Fotos: Vitor Vieira

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