
LP, EP, 7 polegadas, RPM, gatefold, virgin vinyl: quem começa a colecionar discos de vinil esbarra rápido em um vocabulário próprio, cheio de siglas e termos técnicos que raramente são explicados de forma simples. Este glossário reúne, em um só lugar, os termos que todo colecionador de discos de vinil precisa conhecer — dos formatos físicos ao estado de conservação de um disco usado.
Formatos: LP, EP, single, 7″, 10″, 12″
O formato de um disco de vinil é definido por dois fatores: o diâmetro físico e a quantidade de faixas que ele carrega.
- LP (Long Play): o formato padrão de álbum, normalmente com 12 polegadas de diâmetro, tocado a 33⅓ RPM. É o que a maioria das pessoas imagina ao pensar em “disco de vinil”.
- EP (Extended Play): mais curto que um álbum e mais longo que um single, geralmente entre 4 e 6 faixas, podendo vir em 7″ ou 12″.
- Single (7″): disco pequeno, de 7 polegadas, tradicionalmente usado para lançar uma faixa de destaque (o “lado A”) com uma faixa extra no “lado B”.
- 10″: um formato intermediário, comum em relançamentos e edições especiais, menos frequente que o LP de 12″ ou o single de 7″.
Rotação: o que significam 33, 45 e 78 RPM
RPM significa “rotações por minuto” e define a velocidade em que o prato do toca-discos precisa girar para reproduzir aquele disco corretamente.
- 33⅓ RPM: velocidade padrão dos álbuns em LP, permite mais tempo de gravação por lado.
- 45 RPM: velocidade mais comum em singles de 7″ e em alguns relançamentos audiófilos de LPs (que priorizam qualidade sonora em vez de duração — um álbum em 45 RPM costuma vir dividido em mais discos).
- 78 RPM: velocidade antiga, usada em discos de goma-laca até meados do século 20. Hoje é praticamente uma curiosidade histórica para o colecionador comum, já que a maioria dos toca-discos modernos nem oferece essa velocidade.
Prensagem e qualidade: virgin vinyl, colorido, picture disc
- Virgin vinyl (ou vinil virgem): vinil feito de PVC puro, sem material reciclado, associado a uma prensagem mais silenciosa e de maior qualidade sonora.
- Vinil colorido: variantes estéticas (transparente, colorido sólido, splatter, marmorizado) muito populares em edições limitadas — o efeito visual é real, mas nem sempre significa qualidade sonora superior à do vinil preto tradicional.
- Picture disc: disco com uma imagem impressa diretamente nas faces, mais como peça de colecionador do que como mídia para audição frequente (a camada de imagem pode comprometer levemente a fidelidade sonora).
Edição: gatefold, remaster, reedição, box set
- Gatefold: capa que abre como um livro, geralmente usada em álbuns duplos ou edições especiais com encarte maior.
- Remaster: uma nova masterização do áudio original, buscando melhorar a qualidade sonora com a tecnologia atual.
- Reedição (reissue): uma nova prensagem de um álbum que já saiu antes, podendo ou não incluir remasterização.
- Box set: coleção que reúne vários discos (às vezes com material extra, fotos e livretos) em uma única embalagem, comum em edições de aniversário.
Estado de conservação: mint, VG+, usado
Ao comprar vinil usado, o estado de conservação é o que determina o preço — e a escala internacional usada por lojas e colecionadores é a Goldmine Grading:
- Mint (M): estado perfeito, praticamente como saiu de fábrica. Raro de encontrar no mercado de usados.
- Near Mint (NM ou M-): quase perfeito, com sinais mínimos de manuseio.
- Very Good Plus (VG+): o padrão mais comum em sebos e feiras — o disco toca bem, com marcas de uso leves e ruído de fundo discreto.
- Very Good (VG): uso perceptível, chiados e estalos ao tocar, mas ainda em condição de audição.
- Good (G) ou pior: desgaste significativo, recomendado só para quem busca o disco por raridade, não por qualidade sonora.
Perguntas frequentes (FAQ)
LP e álbum são a mesma coisa?
Na prática sim, quando falamos de discos de vinil: “LP” é o formato físico (12 polegadas, 33⅓ RPM) que se tornou sinônimo de “álbum completo”, em oposição ao single de poucas faixas.
Vinil colorido tem qualidade de som pior que o preto?
Não necessariamente pior, mas o vinil preto tradicional (sem pigmento adicionado) é considerado o padrão mais consistente de prensagem. Vinis coloridos de boa procedência costumam soar igualmente bem — o problema costuma aparecer em prensagens de baixa qualidade, independentemente da cor.
O que é mais valioso: uma prensagem original ou uma reedição?
Depende do álbum e do colecionador. Prensagens originais (primeira tiragem) costumam valer mais para quem busca autenticidade histórica; reedições remasterizadas costumam entregar melhor qualidade sonora a um preço mais acessível. Nenhuma das duas é “certa” — a escolha depende do que se busca na coleção.
Preciso saber todos esses termos para começar a colecionar?
Não. Esse vocabulário ajuda a entender anúncios, catálogos e conversas com outros colecionadores, mas o mais importante para começar é simplesmente escolher os primeiros álbuns e cuidar bem deles — veja nosso guia completo para começar sua coleção de discos de vinil.
Leia também: Discos de Vinil: o guia completo para começar sua coleção.
Para colocar esses termos em prática, um bom ponto de partida é escolher um toca-discos confiável, como o Toca-Discos Vitrola Raveo Sonetto Chrome, e cuidar bem de cada prensagem desde o primeiro disco.
Mais do cluster Discos de Vinil: Como Montar sua Primeira Vitrola, Vinil Novo ou Usado, Edições de Colecionador.
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