É natural esperar que Fiona Apple, entregue aos seus fãs álbuns incríveis e sempre muito bem pensados.

Para uma cantora que lança um disco a cada 6 anos, aproximadamente, Fiona é uma das poucas artistas que surgiram nos anos 90 e consegue manter sua identidade sem mostrar preocupação com os números de vendas – agora nos anos 2020 stream – sua melancolia e toda a sombra que rodeia seus trabalhos, mantem-se fiel ao seu conceito.

Em seu novo álbum, “Fetch the Bolt Cutters”, (lançado nesta sexta-feira (17).

Após um hiato de 8 anos, Fiona explora o extremo experimental com latidos de cachorros presente na faixa título do disco “Fetch The Bolt Cutters” e sons que parecem panelas de sua casa batendo com colheres pau.

As misturas dos melodias propõe que você apenas se deixe levar pela oferta de sons inusitados que vão se misturando.

Pratos de bateria, percussão e o piano prometem trazer Fiona Apple de volta aos holofotes – nada comparado ao que sucesso que Tidal, de 1996, quando ainda tinha 18 anos.

A mistura dos instrumentos de diferentes origens parecem propositalmente feitos para deixar as faixar mais eletrizantes, mas Apple sabe como conduzir o equilíbrio com arranjos vocais e repetidas palavras e frases de efeito.

As letras são incríveis e falam sobre mulheres e várias abordam claramente situações abusivas nas quais milhões delas enfrentam e muitas vezes se calam.

O que parece não se o caso quando na música ‘Under the Table‘, Fiona Apple diz: “Kick me under the table all you want / I won’t shut up” (Chute-me por baixo da mesa o quanto quiser / não vou calar a boca).

Em “Newspaper”, canção que conta com a participação de sua irmã, a letra diz: You raped me in the same bed your daughter was born in (Você me estuprou na mesma cama em que sua filha nasceu).

Com certeza, esse é um presente para os admirados da arte de Fiona Apple, entregue em um momento super propício. Sua melodias são viciantes, suas letras são tão profundas que você vai se compadecer da dor em suas histórias.

Só lamento ainda não ter uma versão física do disco, para poder ouvir no meu ‘Discman’ – acreditem ou não, ainda tenho um onde escuto meus CD’s favoritos.

Fotos: Divulgação

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