
Em 1994, Sidney Sheldon publicou Nothing Lasts Forever, seu décimo romance, lançado no Brasil pela Record como Nada Dura Para Sempre. É fácil confundir o título com o de outro romance do autor, Escrito nas Estrelas (The Stars Shine Down, 1992) — mas as duas histórias não têm nenhuma relação entre si.
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Atenção: Dois Livros com Títulos Parecidos
| Título Brasileiro | Título Original | Protagonista |
|---|---|---|
| Nada Dura Para Sempre | Nothing Lasts Forever (1994) | Três médicas-residentes |
| Escrito nas Estrelas | The Stars Shine Down (1992) | Lara Cameron |
A História
Paige Taylor, Kate Hunter e Honey Taft são as únicas mulheres na turma de residentes do fictício Embarcadero County Hospital, em San Francisco. O romance acompanha as três ao longo da residência — a pressão da rotina hospitalar, o sexismo explícito de colegas e superiores, e as escolhas pessoais que cada uma faz sob esse peso. A trama de Honey Taft, envolvida em um julgamento que ameaça sua carreira, dá ao livro parte importante de sua tensão.
Como em boa parte do catálogo de Sheldon, o pano de fundo profissional — aqui, a medicina hospitalar dos anos 1990, com seus protocolos, hierarquias e política interna — é usado como palco para tensão dramática, não apenas como cenário.
O Que Funciona
O trunfo do livro é dividir o protagonismo entre três personagens com arcos distintos, em vez de centralizar tudo em uma única heroína — algo incomum no restante da bibliografia de Sheldon, historicamente construída em torno de uma protagonista central como Tracy Whitney ou Kate Blackwell. Isso dá ao romance um ritmo mais coral, com a narrativa alternando entre as três perspectivas.
O ambiente hospitalar é o outro ponto forte: Sheldon pesquisou a rotina de residência médica da época — plantões, hierarquia entre médicos veteranos e residentes, e a burocracia dos grandes hospitais urbanos — com detalhe suficiente para dar credibilidade à trama sem transformar o livro em um manual técnico.
Posição no Catálogo
Não está entre os cinco melhores de Sheldon, mas é uma leitura sólida para quem já passou pelos títulos mais famosos e quer ver o autor experimentar uma estrutura coral em vez de protagonista única. Vale mais pela ambientação e pelo trio de personagens do que por reviravoltas — que aqui são mais discretas que o habitual em Sheldon.
Veja também Se Houver Amanhã, O Reverso da Medalha e o guia completo de Sidney Sheldon. Acompanhe o Cansei De Ser Pop.
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