
It foi adaptado duas vezes: a minissérie de Tim Curry de 1990 e o filme de Andy Muschietti de 2017, seguido pela Parte 2 em 2019. Cada versão capturou alguma coisa do livro e deixou outras para trás. A pergunta que importa: o que se perde quando você vai do livro de 1.100 páginas para duas horas e meia de tela?
O Que o Livro Tem que os Filmes Não Têm
O livro de King é sobre memória e esquecimento — a ideia de que a infância se apaga com o tempo e que há coisas que só a infância enxerga. A estrutura temporal do livro — alternando entre os personagens adultos em 1985 e as crianças em 1958 — não é apenas narrativa; é filosófica. Os filmes linearizam essa estrutura e perdem a maior parte do significado.
O Capítulo Um (2017) capta bem o período da infância. Bill Skarsgård como Pennywise é uma performance genuinamente perturbadora — diferente de Tim Curry, não tenta ser engraçado, é diretamente ameaçador. Mas o Capítulo 2 (2019) desmorona exatamente onde o livro é mais forte: na fase adulta, onde o medo é mais abstrato e menos visual.
A Minissérie de 1990
Tim Curry como Pennywise continua sendo a performance mais icônica — não necessariamente a mais fiel ao livro, mas a que entrou na cultura popular. A minissérie tem limitações de produção televisiva dos anos 1990 mas compensava com performance e atmosfera.
Veredicto
O livro é insubstituível. Se você assistiu aos filmes e gostou — leia o livro. Não é redundante: é uma experiência completamente diferente sobre temas que os filmes apenas arranham a superfície.
Leia a resenha completa de It — A Coisa e veja o guia completo de Stephen King. Continue acompanhando o Cansei De Ser Pop.
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