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It — A Coisa: Resenha do Romance Mais Amado de Stephen King

A obra-prima de King sobre infância, medo e amizade

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It — A Coisa: Resenha do Romance Mais Amado de Stephen King
O romance mais amado de Stephen King e o terror que vive nos esgotos de Derry.

It — A Coisa começa com uma cena que qualquer pessoa que leu o livro carrega para sempre: um menino de seis anos segue um barco de papel numa sarjeta chuvosa em Derry, Maine, e encontra, no bueiro da esquina, um palhaço. O palhaço se chama Pennywise. E o que acontece em seguida — naquelas primeiras 15 páginas — é a melhor abertura de qualquer romance de horror da literatura americana.

Publicado em 1986, com mais de 1.100 páginas, It é o livro mais longo de Stephen King e, para a maioria dos leitores, o mais amado. É também o mais difícil de resumir: é uma história de infância, de amizade, de trauma, de memória, de como as coisas que nos assustaram aos 11 anos nunca deixam completamente de nos assombrar.

A Estrutura

O livro alterna entre dois tempos: 1958, quando o Clube dos Perdedores (The Losers Club) enfrenta Pennywise pela primeira vez sendo crianças, e 1985, quando os mesmos personagens — agora adultos, bem-sucedidos, com a memória do verão de 1958 estranhamente apagada — são chamados de volta a Derry para terminar o que começaram.

A estrutura paralela é o coração do livro: King está investigando o que a infância é, o que ela faz com a gente, e o que acontece quando o tempo que passou não apaga o que precisaria ter sido apagado para que a vida adulta funcionasse normalmente.

Os Losers Club

Bill Denbrough, cujo irmão menor Georgie foi morto por Pennywise. Ben Hanscom, o garoto gordo que escreve poemas. Beverly Marsh, que apanha do pai e dos garotos. Richie Tozier, que faz vozes para se proteger. Stan Uris, perfeccionista e ansioso. Mike Hanlon, o único negro de Derry. Eddie Kaspbrak, hipocondríaco com uma mãe sufocante.

Os Losers Club são o melhor grupo de personagens que Stephen King já criou — e uma das melhores representações da infância na ficção popular americana. King escreve crianças de 11 anos como adultos os lembram: com autonomia, com linguagem própria, com percepção aguda das injustiças ao redor.

Pennywise

O palhaço dançarino é a face mais conhecida de It — mas It não é um palhaço. É algo muito mais antigo do que qualquer forma humana, que escolhe a aparência de palhaço porque crianças têm medo de palhaços. It se alimenta de medo, e medo com sabor de infância é o mais saboroso.

As Adaptações

A minissérie de 1990 com Tim Curry como Pennywise é um clássico da cultura pop — especialmente a primeira parte, ambientada na infância. Os filmes de 2017 e 2019 (com Bill Skarsgård) são as adaptações mais fiéis ao livro e as mais bem-sucedidas comercialmente.

Vale a Leitura Apesar do Tamanho?

Sim — sem ressalvas. O comprimento de It é justificado: cada capítulo adiciona algo à caracterização dos Losers, ao retrato de Derry, ao entendimento do que It é. Não é um livro gordo por excesso de páginas; é um livro gordo porque a história tem esse tamanho.


Veja o guia completo de Stephen King e os melhores livros do autor. Continue acompanhando o Cansei De Ser Pop.

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