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Filme “Meu Álbum de Amores” conta as aventuras e paixões de um icone popular dos anos 70

Partindo do questionamento: Quantos amores da vida cabem em uma vida?

A resposta veio com a combinação de elementos românticos e muita música, presentes no novo filme de Rafael Gomes: “Meu Álbum de Amores”, que chega aos cinemas no dia 18 de agosto.

O longa,  conta a história de um dentista cuja vida parece estar completamente no lugar, até que, prestes a se casar, a mulher com quem namora há 5 anos resolve se separar dele.

Na mesma época, descobre que seu verdadeiro pai é um cantor de sucesso dos anos de 1970, que acabou de morrer, deixando uma herança e um meio-irmão que ele desconhecia – e que é em tudo diferente do protagonista.

Rafael Gomes que assina o roteiro com Luna Grimberg e Vinicius Calderoni, definiram o longa como “uma comédia romântica que busca algumas profundidades, assim como as músicas de amor”, e conta que as origens do projeto estão “na vontade de fazer um romance com canções originais e compostas para a trama”. 

O filme “Meu Álbum de Amores” encerra a Trilogia dos Corações Sentimentais, composta pelos dois longas anteriores do diretor, ‘45 dias sem você’ (2018) e ‘Música para morrer de amor’ (2019).

Os três filmes abordam personagens entre os 20 e os 30 anos, em parte ou inteiramente identificados com a comunidade LGBTQIA+, vivendo em ambientação urbana, às voltas com questões amorosas, e com suas educações emocionais influenciadas por manifestações artísticas (notavelmente a música). Além de contarem com diversos atores e atrizes recorrentes entre as três produções.

“Eu não desejo fazer um filme que seja óbvio, na medida em que sempre vou aspirar a oferecer ao espectador uma experiência que eu gostaria de ter – ou seja, de uma trama que o comova e surpreenda. Mas, por outro lado, tratar daquilo que tomamos como “óbvio”, ou encarar os clichês como parte da experiência, é algo que me interessa na construção de dramaturgia e nestes três filmes em especial. Como se a questão fosse: o que fazemos daquilo que os clichês fazem da gente? Ou, posto de outra forma: com quantos clichês se faz uma sentimentalidade?”

O elenco do filme “Meu Álbum de Amores” ainda inclui Maria Luisa Mendonça, Olivia Torres, Carla Salle, Clarice Abujamra, Regina Braga, Bella Camero, Lorena Comparato, Mayara Constantino e Ícaro Silva.

A equipe artística do longa conta com Jacob Solitrenick, na direção de fotografia; Glauce Queiroz, como diretora de arte; e a produção é de Bianca Villar, Fernando Fraiha e Karen Castanho.

As músicas, por sua vez, nasceram de uma parceria inusitada formada por Odair José, que compôs as canções, e Arnaldo Antunes, responsável pelas letras. Gomes já conhecia Arnaldo por conta de um clipe, que assinou em 2009.

Filme “Meu Álbum de Amores” estreia nos cinemas em 18 de agosto.

“Conforme o tempo passou e o projeto avançou, o Marcus Preto e o Pupillo assumiram a direção musical do filme, e veio do Marcus a ideia de envolver o Odair José na criação – já que o Odair é o próprio artista expoente do gênero que queríamos homenagear. Assim, pra nossa sorte, nasceu essa parceria inédita entre Arnaldo e Odair.”

Os números musicais de Odilon Ricardo são, também, um show à parte em MEU ÁLBUM DE AMORES. Leone gravou as músicas previamente, e depois dublava a si mesmo em cena – exceto na música “Escutar a sua voz”, um dueto inédito com Laila Garin, em que ambos cantam em cena, ao vivo.

“Visualmente, a ideia era aludir à estética dos clipes dos anos 70 (e as referências são várias, de ‘Wuthering Heights’, da Kate Bush, a ‘Detalhes’ e ‘Eu quero apenas’, do Roberto Carlos), deixando bastante explícita à citação, mas ao mesmo tempo quebrar a ilusão, ou seja, propor um jogo com o fato de que aquilo tudo era um cenário e uma simulação. Nesse sentido, assumindo uma espécie de ‘teatro’ dentro do filme.”

Trailer Oficial Meu Álbum de amores

Sinopse

Júlio é um jovem dentista careta e conservador. Após ser abandonado pela namorada de muitos anos, recebe a notícia de que é filho de Odilon Ricardo, um popular e mulherengo cantor dos anos 70. E conhece também um meio-irmão em tudo diferente de si, com quem nunca conviveu. A convivência com estes novos afetos e sentimentos fará Júlio repensar suas aspirações românticas e descobrir quantos amores da vida cabem em uma vida.

Foto: Divulgação

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